Brasil | A morte de uma grávida e um bebê no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) está sendo apurada pela Polícia Civil. A mulher, de 37 anos, deu entrada na unidade na sexta-feira (21), com 41 semanas de gestação e, um dia depois, entrou em trabalho de parto e morreu. O caso aconteceu em Samambaia do Sul, Distrito Federal.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal alega que “toda a assistência foi prestada à paciente”, porém a família alega que houve negligência.
A bolsa rompeu na madrugada entre sexta e sábado, por volta de meia-noite, segundo testemunhas. Logo em seguida, a mulher teve um sangramento. Porém, o atendimento médico só chegou às 6h.
A grávida foi levada para o centro cirúrgico e começou o procedimento da cesária. Ao retirar o bebê, ele já estava sem vida. Os médicos ainda tentaram reanimar a criança, mas sem sucesso. A mãe, que teve um vaso sanguíneo rompido, sofreu hemorragia e também morreu.
Essa era a quarta gestação da mulher, que já havia sofrido um aborto. Ela deixou filhos de 18 e 10 anos, além do marido, que registrou a ocorrência na 32ª Delegacia de Polícia. A corporação solicitou perícia e remoção do cadáver para o IML, e agora apura os fatos.
“A equipe tentou manobras de reanimação cardiorrespiratória por 40 minutos, sem sucesso. A mãe precisou passar por uma histerectomia (retirada do útero) com sinais de choque hemorrágico. Toda a assistência foi prestada à paciente – tendo sido encaminhada para a UTI no próprio hospital”, relata a Secretaria de Saúde.
Com informações do Metrópoles*