Operação investiga esquema de venda ilegal de ouro

Operação da Polícia Federal investiga esquema ilegal de venda de ouro que movimentou mais de R$ 300 milhões em 5 anos no Brasil.
Redação Imediato Online
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Brasil | Nesta quinta-feira (21), a Polícia Federal (PF) cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em sete estados, Amapá, Amazonas, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima e São Paulo. A operação, batizada de Gold Rush, também determinou o bloqueio de mais de R$ 118 milhões de posse dos investigados.

A operação foi desencadeada após a prisão de um homem por tráfico de drogas levou a PF a identificar um esquema ilegal de comércio de ouro e de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 300 milhões ao longo de 5 anos.

Ao analisar a movimentação financeira do homem detido com drogas, os investigadores chegaram a uma joalheria de Roraima que, segundo a PF, era usada para encobrir a origem ilícita de parte do dinheiro obtido com a venda ilegal de ouro em 20 estados.

Ainda de acordo com a PF, uma parte do ouro que os investigados comercializavam foi extraído de garimpos ilegais em Roraima. A outra parte chegava ao país irregularmente, trazido da Venezuela. Para ocultar a origem ilícita do ouro venezuelano, os investigados simulavam comprar pequenas quantidades do metal precioso de migrantes venezuelanos recém-chegados ao Brasil em busca de melhores condições de vida.

Além de empresas de fachada, a PF também está apurando o possível envolvimento de empresas devidamente regularizadas, como uma prestadora de serviços de limpeza urbana que teria movimentado mais de R$ 3 milhões para alvos da investigação.

Se confirmados os crimes de lavagem de dinheiro, contrabando, extração ilegal de recursos minerais e usurpação de bens da União, os envolvidos podem ser condenados a penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão, além de multa.

Com informações da Agência Brasil*

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