Brasília | O caso do enfermeiro que acusou o padre de tornar uma paróquia em um motel teve uma reviravolta. Nesta sexta-feira (08), a Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu um mandato de busca e apreensão do enfermeiro acusado de tentar extorquir o cardeal de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa.
De acordo com a polícia, o suspeito exigiu do arcebispo R$ 8 mil para não tornar público um escândalo dentro da Igreja Católica na capital do país. O profissional de saúde teria vídeos e fotos onde aparece mantendo relações sexuais com outros padres dentro do Instituto Bíblico de Brasília, na Asa Norte.
Para o enfermeiro, Dom Cezar iria aceitar fazer o pagamento a fim de evitar desgaste em sua gestão. No entanto, o cardeal negou qualquer tipo de acordo e levou o caso ao conhecimento das autoridades.
Equipes da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) apreenderam o celular e o computador do enfermeiro. Os equipamentos serão encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC).
Relembre o caso
O caso veio a tona quando o enfermeiro entregou para a Arquidiocese um dossiê com vários vídeos e conversas no WhatsApp revelando que o local sagrado foi transformado numa espécie de motel pelo padre Brás Costa.
Ele ainda revelou que não havia dia nem hora para realizar os desejos sexuais do clérigo. As transas ocorriam dentro dos quartos, nos banheiros, corredores e até depois da celebração de missas, sempre dentro do prédio cristão. “Tudo era combinado pelo WhatsApp e, em alguns momentos, eu recebia dinheiro do padre Brás”, disse ele.
Depois da denúncia, o padre Brás foi destituído do Clero de Brasília e o Instituto Bíblico fechou no dia 12 de junho. Desde essa data, o pároco exercia suas funções eclesiásticas numa paróquia do Riacho Fundo.
*Com informações do Metrópoles.