RORAIMA | O superintendente da polícia federal de Roraima, junto com policiais responsáveis pela investigação na comunidade Araçá se reuniram na manhã desta sexta-feira (06), para dar esclarecimentos sobre as investigações.
Durante a coletiva o delegado Daniel Pinheiro, chefe da Delegacia de Defesa Institucional e responsável pela investigação na comunidade Araçá informou que a denúncia surgiu por meio de narrativas desencontradas “Não há indícios de que realmente os fatos denunciados teriam acontecidos. Apurando com as lideranças pudemos perceber que a denúncia surgiu por meio de um vídeo que faz apenas um alerta, as lideranças transformaram isso em fato”.

Ainda durante a coletiva o delegado ressaltou que a investigação apenas começou, mas no momento não há indícios que os indígenas teriam sofrido ameaças, “A liderança indígena divulgou uma nota informando que os garimpeiros estariam fazendo ameaças, mas até este momento na investigação não podemos confirmar”.
Cadê os Yanomami?
Depois de repercutir nas redes sociais de inúmeras celebridades a pergunta “Cadê os Yanomami”, a polícia federal esclarece que a investigação que está sendo realizada na comunidade aracaça é apenas no caso de estupro seguido de morte.

“Não foi feita denúncia formalmente para investigação desaparecimento de comunidade indígena”, diz o delegado Daniel Pinheiro
Ainda de acordo com o delegado quando a polícia chegou na região as casas já teriam sido incendiadas.
Em entrevista ao Amazônia Real, o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Yek’wana (Condisi-YY), Júnior Hekurari, que denunciou morte de menina Yanomami, relata ameaças que vem sofrendo de garimpeiros após expor o crime.
“Tem áudios me ameaçando dizendo que perderam a paciência e que ‘não tem como’. E o Rodrigo Cataratas está ameaçando me processar na Justiça. Disse que eu estou difamando os trabalhadores dele”, disse Júnior Hekurari.
Foto: Reprodução
Edição: Juliana Batista