Manaus-AM | A mulher de 24 anos que foi mordida no ombro em uma academia de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, conta ainda estar assustada com o episódio. Ela explica que não conhecia o homem que a mordeu e que o dia da agressão foi sua primeira vez no estabelecimento.
“Eu fiquei muito assustada. Eu só falava: Ele me mordeu. Até que a ficha caiu, eu já estava em casa “, relembra a mulher.
Não conseguimos localizar a defesa do dentista para pedir um posicionamento sobre o caso até a última atualização desta reportagem.
O caso ocorreu no dia 13 de abril mas só veio à tona na segunda-feira (25). As filmagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram que, após a agressão, o homem voltou a treinar normalmente. Para a jovem, o que mais a assustou, foi a reação do agressor.
“Ele ficava rindo. Ele pedia desculpa, mas rindo, como se fosse uma brincadeira”, complementa.
Investigação
Durante as investigações, a Polícia Civil ouviu testemunhas que presenciaram a cena. O inquérito deve ser finalizado até sexta-feira (29). A delegada afirma que o investigado deve responder por lesão corporal.
À academia, o homem, que não frequenta mais o estabelecimento, caracterizou o ato como um “engano” e pediu desculpas pelo constrangimento. No entanto, durante o depoimento à Polícia Civil, que foi realizado na terça-feira (26), o homem ficou em silêncio.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Taísa Antonella, ele informou que irá falar somente em juízo.
“O que a gente vê nitidamente é que realmente ocorreu uma agressão”, afirma a delegada.
A polícia ainda investiga se o homem tem histórico de comportamentos agressivos e se existem outras vítimas além da mulher de 24 anos. Mesmo tendo decidido permanecer na academia em que foi agredida, a mulher não esconde seu desejo de que o agressor seja punido.
“Eu quero que ele pague pelo que ele fez”, diz a mulher.
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