Dia Mundial do Livro: 3 grandes autores da literatura amazonense

Conheça 3 dos maiores autores da literatura amazonense que se destacam no Dia Mundial do Livro.
Redação Imediato Online
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Manaus-AM | O Dia Mundial do Livro e também do Direito de Autor, é comemorado no dia 23 de abril, escolhido pela Unesco. É um dia muito especial para os apaixonados por livros dos mais diversos assuntos e em todos os formatos.

Esta data homenageia os escritores Inca Garcilaso de la Vega, Miguel de Cervantes e William Shakespeare, que, coincidentemente, morreram no dia 23 de abril de 1616.

Hoje, nós trouxemos três grandes autores amazonenses para te inspirar nesse dia e para você fazer uma boa leitura:

Thiago de Mello

Amadeu Thiago de Mello nasceu em Barreirinha, no Amazonas, em 1926, mais conhecido como Thiago de Mello, foi um poeta, jornalista e tradutor brasileiro, e considerado um dos poetas mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura regional.

Começou na faculdade de medicina, mas abandonou o curso na metade, ingressando na diplomacia na década de 1950. Foi funcionário cultural na Bolívia e no Chile, mas teve sua carreira interrompida pelo golpe de 1964. Durante a ditadura (1964-1985) foi preso e depois exilou-se no Chile, onde encontrou Pablo Neruda, um amigo e colaborador.

O poeta amazonense Thiago de Mello morreu aos 95 anos, no dia 14 de janeiro deste ano, em uma sexta-feira (14). Ele faleceu em casa, em Manaus e a causa da morte ainda não foi informada.

Seu poema mais conhecido é Os Estatutos do Homem, onde o poeta chama a atenção do leitor para os valores simples da natureza humana.

Márcio Souza

Márcio Gonçalves Bentes de Souza, é natural de Manaus, nasceu no dia 4 de março de 1946, e é jornalista, dramaturgo, editor, roteirista e romancista brasileiro. O romancista escreve críticas de cinema para jornais e participa da fundação do Grupo de Estudos Cinematográficos de Manaus.

Fez o curso primário no Grupo Escolar Princesa Isabel, cursou o ginasial e científico no Colégio Dom Bosco, em Manaus. Na sua cidade natal, ainda jovem, começou a trabalhar como crítico de cinema no jornal O Trabalhista, do qual seu pai era sócio.

Foi preso em 1966 pela exibição da peça francesa A idade do ouro, em 1969 e 1972, em virtude da sua militância política. Além disso, teve a sua peça Zona Franca, meu amor censurada. O seu primeiro livro foi uma obra de crítica cinematográfica O mostrador de sombras, na data de 1967.

Com a obra Galvez – Imperador do Acre, iniciou sua carreira literária, em 1976. Márcio Souza se destaca pela sua busca constante em desvendar a Amazônia, cuja riqueza cultural e histórica é ignorada pelos próprios brasileiros.

Milton Hatoum

Milton Assi Hatoum, é natural de Manaus, nasceu dia 19 de agosto de 1952. É um escritor, tradutor e professor brasileiro. Hatoum é considerado um dos grandes escritores vivos do Brasil. Depois dos estudos na capital do Amazonas, Hatoum mudou-se para São Paulo. Três anos depois, ingressou na Universidade de São Paulo, cursando Arquitetura e Urbanismo.

Em 1978, passou a lecionar História da Arquitetura na Universidade de Taubaté, onde permaneceu até pedir o afastamento devido a uma bolsa de estudos que foi concedida na Europa, dois anos depois, em 1980, viajou para a Espanha como bolsista do instituto Iberoamericano de Cooperación.

Depois de concluídos os seus cursos superiores, Milton voltou para Manaus, onde passou a lecionar língua e Literatura francesa na Universidade Federal do Amazonas. Relato de um Certo Oriente foi publicado quando ele tinha 37 anos.

Descendente de libaneses, ensinou literatura na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e na Universidade da Califórnia em Berkeley. Escreveu quatro romances: Relato de um Certo OrienteDois IrmãosCinzas do Norte (esse último vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura e todos os três primeiros ganhadores do Prêmio Jabuti de melhor romance) e Órfãos do Eldorado.

Seus livros já venderam mais de 200 mil exemplares no Brasil e foram traduzidos em oito países, como a Itália, os Estados Unidos, a França e a Espanha. Hatoum costuma falar em suas obras de lares desestruturados com uma leve tendência política. Em suas duas últimas obras, Dois Irmãos e Cinzas do Norte, Milton Hatoum fez uma sutil crítica ao regime militar no Brasil.

Hatoum é conhecido por misturar experiências e lembranças pessoais com o contexto sócio-cultural da Amazônia e do Oriente. Dois livros do escritor e um conto foram adaptados para o cinema, e Dois Irmãos ganhou uma minissérie exibida na TV Globo.

Hatoum ainda trabalha em um novo livro, O Lugar Mais Sombrio. Agora, vamos esperar para ver o que vem por aí.

Foto: Montagem/Imediato

Edição: Juliana Batista

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