PAÍS | A manhã desta terça-feira (5) foi marcada por protestos na comunidade Dourado, em Cordovil, bairro da zona norte do Rio, após a morte de Cauã da Silva dos Santos, de 17 anos. Um ônibus foi incendiado como protesto.
Ao tentar controlar a situação, a polícia usou spray de pimentar para dispersar os moradores presentes no local, que expressavam revolta pela morte do rapaz. Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o conflito.
“Estou fazendo a mediação entre a PM e os moradores. Dessa forma, nós conseguimos interromper o confronto, que chegou a ter tiros com balas de borracha e pedradas. E, no final, fizemos uma caminhada pacífica”, disse Thiago Velasco, tio da vítima e presidente da associação de moradores da região, em conversa com o Metrópoles.


Ele foi morto na noite de segunda-feira (4), quando voltava de uma festa para crianças preparada pela associação de moradores. O adolescente estava acompanhado por amigos e crianças.
De acordo com relatos de moradores, Cauã foi baleado no peito e jogado em um valão por policiais. Ele foi resgatado por moradores, levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas já chegou sem vida.
“Era uma ação social para crianças. Estávamos acabando de desmontar o pula-pula, quando a polícia invadiu dando tiro”, disse Thiago.
O enterro do adolescente está marcado para quarta-feira (6/4), às 15h, no cemitério de Irajá.
Em nota divulgada pelo Globo, a PM informou que “a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) já instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar todas as circunstâncias do caso”.
Já a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) vai ouvir nos próximos dias amigos e parentes do jovem. Os policiais militares, presentes no local no momento da morte de Cauã, serão intimados a prestar depoimento.
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