Manaus – AM| O podcast de true crime Além do Crime no Imediato vai abordar, nesta quinta-feira (31), a dinâmica do homicídio da empresária Luiza dos Santos Silva, de 46 anos, que foi morta por um pedreiro por causa de uma dívida de 300 reais, em novembro de 2019, no bairro Lírio do Vale, zona Oeste de Manaus. Na ocasião, o infrator agrediu violentamente Luzia e, após a morte da vítima, jogou rejunte no rosto e nas partes íntimas dela, possivelmente para esconder marcas de violências sexuais.

O programa é comandado pela jornalista Bruna Chagas e pela advogada Penélope Antony, e terá participação da promotora Carolina Monteiro Chagas Maia. A transmissão inicia a partir das 19h, no aplicativo e também no site da rádio ZLZN, e nas redes sociais do Imediato.
Relembre o caso
No dia 24 de novembro de 2019, uma mulher de 46 anos foi encontrada morta seminua dentro de casa. A vítima era Luzia dos Santos Silva, empresária do ramo de confecções, achada por sua filha, uma criança de 8 anos, no pátio da casa onde morava, com marcas de faca e enxada em várias partes do corpo.
Naquela manhã de domingo, a Polícia Militar do Amazonas começou a investigar duas hipóteses a princípio: uma delas que o crime teria sido cometido por motivos passionais pois, segundo a irmão da vítima, ela estava tendo um caso e recebia ameaças da mulher do amante. A outra teoria era de que Luzia teria sido morta por um homem que instalou câmeras de segurança na residência, considerando que os registros de imagens foram levados.
À época, a então adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegada Marília Campelo, informou que o suspeito usou uma enxada e uma faca pequena para cometer o crime, que foram encontradas na cena do ocorrido.
No dia 26 de novembro, dois dias depois do crime, e após intensa investigação da polícia, Antônio de Oliveira Fernandes, 44 anos, foi capturado em cumprimento de mandado de prisão temporária, suspeito de matar a empresária. Ele foi localizado na Comunidade Tuiué, no município de Manacapuru, a 68 km de Manaus.
Antônio era pedreiro e contou à polícia que Luzia devia a ele um valor de R$ 300 referente a um serviço prestado na residência. Segundo informações prestadas à polícia, o pedreiro disse que estava reformando a casa da vítima e que ela não havia efetuado o pagamento semanal para ele no sábado, mas soube que a mulher remunerou outros prestadores de serviços.
No dia anterior ao homicídio, o suspeito chegou a consumir bebida alcoólica com o irmão da vítima, usou drogas e teria ficado com raiva da situação. Já no dia do crime, Antônio decidiu procurar novamente Luzia, na tentativa de receber o dinheiro. Ele alegou que, ao chegar na casa, uma discussão foi iniciada, resultando no assassinato da vítima.
No dia 27 de novembro, um dia após ser preso, a polícia apresentou o suspeito durante coletiva de imprensa. Na oportunidade, o homem chorou e disse que estava arrependido do crime.
Desde a prisão até os dias atuais, Antônio permanece preso. No dia 10 de fevereiro de 2022, ele foi julgado pela 3.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, sendo denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo torpe, com uso de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de roubo e vilipêndio de cadáver. A pena ficou decidida em 20 anos e quatro meses de reclusão, em regime fechado.
Foto: Arte Imediato