Falta oxigênio na cidade de SP, pela primeira vez, para tratar pacientes com Covid-19

Prefeitura de São Paulo registra pela primeira vez falta de oxigênio em unidade de saúde para tratar pacientes com COVID-19.
Redação Imediato Online
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PANDEMIA – A prefeitura de São Paulo (SP) registrou, pela primeira vez desde o início da pandemia, falta de oxigênio em uma unidade de saúde. O fato ocorreu na noite de sexta-feira (19), na UPA Ermelino Matarazzo, na zona Leste da capital, de onde dez pacientes tiveram que ser transferidos para outra unidade.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, o problema teria ocorrido devido à falta de fornecimento pela empresa White Martins, principal produtora do insumo no país.

As UPAs prestam o primeiro atendimento a pacientes com sintomas de Covid-19. Em casos mais graves, mas que não necessitam de sedação e intubação, o paciente pode ficar internado na unidade e receber oxigênio.

De acordo com Aparecido, o consumo de oxigênio na rede municipal de saúde triplicou de janeiro para março. O salto foi de 55 mil metros cúbicos diários para 178 mil. Para tentar resolver isso, o município pediu ajuda para a Fiesp e estuda baixar um decreto para regular a distribuição de oxigênio em São Paulo:

— Seria uma medida emergencial para que seja priorizado o abastecimento de oxigênios nos hospitais públicos, já que a empresa cometeu uma falha importante e o município não pode correr esse risco — disse o secretário.

Com a demanda de oxigênio pressionada pela nova onda da pandemia, Aparecido pediu 250 cilindros emprestados para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

— A indústria siderúrgica, mecânica e estamparia tem muitos cilindros de oxigênio. A intenção é ter uma reserva para não correr o risco de faltar. Daqui a dois meses, quando a situação melhorar, devolveremos os cilindros — explicou Aparecido.

— Em condições normais, a gente abastecia as UPAS de oxigênio uma vez por semana. Agora, precisamos abastecer três vezes ao dia por causa do aumento do número de pacientes que chegam com Covid-19

O secretário contou ainda que o Hospital Municipal Doutor Ignácio de Proença Gouveia, também conhecido como Hospital João 23, na Mooca, na Zona Leste, chegou a ficar com uma reserva de apenas uma hora de oxigênio até a empresa fazer o abastecimento.

*Com informações do Portal Você

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