Governo solicita provas da Fiocruz de que Amazonas vive segunda onda, como afirma pesquisador

Governo do Amazonas solicita provas da Fiocruz sobre segunda onda de COVID-19 no estado, contestando declarações de pesquisador.
Redação Imediato Online
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Manaus-AM | Durante coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (14), na sede do Poder Executivo, o governador Wilson Lima descartou possibilidade de uma segunda onda de Covid-19 e informou que solicitou formalmente que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se posicionasse sobre o assunto.

“O Estado do Amazonas encaminhou formalmente um documento para a Fiocruz, para que ela mostre os números e indique como é que se chegou à conclusão de que está havendo segunda onda de Covid-19 no Amazonas. É importante que ela faça uma manifestação pública, não para o governador do Estado e nem para os secretários, mas que faça essa declaração à população”, destacou.

Ainda conforme Lima, não há indícios do aumento dos casos por conta da flexibilização da volta às aulas. “Todas as escolas do Estado atendem todos os protocolos acompanhados por profissionais da área da saúde”, lembrou ele, repudiando a fala do prefeito Arthur Neto, que diz que o retorno tem contribuído para o aumento dos casos do novo coronavírus.

Sobre a solicitação junto a Fiocruz, o governador revelou que o documento foi entregue pessoalmente à direção da instituição, nesta terça-feira (13), no Rio de Janeiro, pelo titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Marcellus Campêlo.

“A Fiocruz é uma grande parceira histórica no Estado do Amazonas e está sendo fundamental no combate à Covid-19. Mas teve essa pauta constrangedora em que um pesquisador, que está sendo apoiado pela Fiocruz no desenvolvimento de sua pesquisa, estava falando em nome da instituição. Os dirigentes da Fiocruz pediram desculpas a respeito do comportamento do pesquisador e entenderam o ofício do governador pedindo uma explicação oficial”, afirmou o secretário da SES.

Segunda onda

As declarações sobre uma nova onda de Covid-19 em Manaus foram feitas pelo pesquisador Jesem Orellana, sem que fossem apresentados números que comprovem sua tese.

Os dados divulgados diariamente pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), consolidados principalmente com informações enviadas pelos municípios do Amazonas, não permitem afirmar que há uma segunda onda de casos. A avaliação da vigilância estadual é que o aumento recente de casos está relacionado ao descumprimento de medidas de distanciamento social, uso de máscaras e álcool gel.

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