Manaus- AM | A previsão do governo do estado é que o Hospital Nilton Lins, localizado na zona Centro-Sul de Manaus, esteja preparado para receber os pacientes a partir da próxima semana, o que ampliará a capacidade de atendimento aos casos graves de Covid-19 no estado, até então concentrados no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, considerado a unidade de referência.
O governo do Amazonas deu início, nesta terça-feira (7/4), à convocação dos profissionais da rede estadual de saúde que irão atuar no hospital da Universidade Nilton Lins, na zona centro-sul de Manaus, que está sendo preparado para ser uma unidade de apoio para internação de pacientes acometidos pelo novo coronavírus (Covid-19). Nesse primeiro momento, cerca de 150 servidores pertencentes aos quadros dos Centros de Atenção Integral à Criança (Caics) e à Melhor Idade (Caimis) já estão no local para dar assistência às atividades de sinalização, organização e montagem do fluxo de atendimento.
Segundo a secretária executiva de Atenção Especializada da Capital, Dayana Mejia de Sousa, a força-tarefa conta com técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, técnicos administrativos e de serviços gerais. A Secretaria de Saúde (Susam) também está realizando um levantamento dos médicos intensivistas e clínicos gerais da rede estadual que irão atuar na unidade, que tem capacidade para 400 leitos clínicos.
“A partir dessa organização, nós conseguimos fazer a sinalização e vamos conseguir montar o protocolo de atendimento, então nós estamos definindo o que vai acontecer em cada setor, onde vai ser a entrada, onde é o pronto-socorro, onde vai ser a internação, onde é o isolamento, sinalização da UTI, todas as estratégias que envolvem a assistência. Então, neste momento nós estamos aqui mapeando essas situações, organizando a questão de mobiliário, para que possa vir a sinalização e a estratégia de fluxo com o software que vai ser utilizado para o atendimento”, disse.
De acordo com Dayana Mejia, ao mesmo tempo, o hospital está recebendo serviços de manutenção tanto na estrutura física quanto no acervo de equipamentos, como monitores e respiradores. Ainda nesta semana, o local passará pelos processos de dedetização e desinfecção, além de testagem da rede de gases.
“Lembrando que aqui, em razão de termos régua e toda a estruturação de rede de gases, a qualquer momento nós conseguimos transformar os leitos clínicos em leitos de UTI”, completou a secretária executiva.
Ela esclareceu, ainda, que usar uma unidade hospitalar já estruturada é uma opção mais econômica e segura que um hospital de campanha.
“O tempo de montagem de um hospital de campanha é significativo, ele leva em torno de 20 a 30 dias, sem considerar a questão de temperatura que nós temos e vários outros fatores. Nesse momento, vários estados estão nessa montagem porque eles não têm uma estrutura como essa disponível. Aqui nós já temos gerador, rede de gases, o hospital está estruturado, a UTI está montada, nós temos duas tomografias, então nós temos aqui nessa unidade coisas que não teríamos em um hospital de campanha”, comparou.
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