Manaus – AM – As sessões para o julgamento do delegado Gustavo Sotero no Tribunal do Júri foram adiadas para os dias 27, 28 e 29 de novembro após ter sido constatado pela defesa do acusado, um problema na listagem de jurados convocados.
O Ministério Público foi comunicado sobre a situação e anunciou o adiamento em acordo com as partes, para se evitar futura anulação do julgamento. O julgamento havia sido marcado para começar nesta terça-feira (29) e seguiria nos dias 30 e 31 deste mês.
“O que ocorreu no caso é que existe uma lista anual de jurados, que é publicada no fim de 2018. E durante o ano de 2019 há um sorteio de jurados que se realiza durante o ano de 2019 e são sorteados aqueles constantes da lista. O que aconteceu no caso é que jurados convocados não estavam na lista e não se sabe de onde eles surgiram, não se tem a origem deles.”, disse o advogado Caio Fortes de Matheus.
Ainda segundo as informações, apenas os nomes de 9 jurados estavam na lista publicada no final do ano de 2018. Ao todo, 38 nomes aparecem inclusos em relação de selecionados. Há questionamento ainda sobre 12 nomes de jurados que foram excluídos de lista com nomes de 50 jurados selecionados no segundo semestre para a 1a Vara do Tribunal do Júri, onde tramita o caso do delegado Sotero.
O titular da vara, juiz Celso Souza Paula, informou que o problema será resolvido. “No tribunal, podem acontecer vários problemas. Como chegaram a um acordo, a gente só tem que deferir o pedido das partes. Só queremos fazer o melhor procedimento possível. Vamos fazer uma publicação com uma lista de jurados, já hoje ou amanhã, e essa lista vai valer para próxima sessão do julgamento”, informou.
Para o julgamento pelo júri são sorteados 7 jurados após abertura para sessão de julgamento.
Caso
O caso aconteceu no dia 25 de novembro de 2017, na casa noturna Porão do Alemão, na zona Oeste de Manaus.
O delegado Gustavo Sotero é acusado de homicídio triplamente qualificado, após reagir a tiros a um soco do advogado Wilson Justo Filho, no Porão do Alemão, zona Oeste da capital. Wilson Justo teria ficado com ciúmes quando Gustavo teria olhado para a sua mulher e feito comentários à respeito da mulher. Outras três pessoas que estavam na boate também foram atingidas por tiros, mas sobreviveram aos ferimentos. O delegado também responde a processo na Justiça três tentativas de homicídios.
A defesa diz que o advogado agiu em legítima defesa. Já acusação diz que o delegado agiu com intenção de matar.
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