Manaus – AM | Em 21 de março comemora-se o Dia Mundial das Florestas, uma data voltada para a conscientização da importância desses biomas. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que aproximadamente 31% de toda a Terra seja recoberta por florestas. No Brasil, elas ocupam, em média, 61,5% de todo o território nacional. Entretanto, esses números podem ser facilmente mudados, uma vez que a destruição desses biomas é cada vez maior, principalmente em razão do avanço da agropecuária e da exploração ilegal dos recursos, tais como a madeira.
Em janeiro de 2019 a Amazônia Legal perdeu 108 quilômetros de florestas, um aumento de 54% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando o desmatamento somou 70 quilômetros quadrados, segundo os dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Em janeiro deste ano, o Amazonas “contribuiu” com 6 quilômetros quadrados de desmatamento (6%).
Pará foi o estado que mais desmatou, sendo responsável por 37% do total, seguido de Mato Grosso, 32%, Roraima, 16% e Rondônia 8%. Acre ficou com 1%.
O monitoramento foi realizado pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), desenvolvido pelo Imazon e que opera desde 2007 monitorando mensalmente com imagens de satélite o desmate em toda a Amazônia brasileira.
Para o secretário executivo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Luis Henrique Piva, embora o boletim, no caso do estado, não tenha detectado “nada muito alarmante”, o governo reconhece o problema da vulnerabilidade do Amazonas sobre o desmatamento. “Nós vamos olhar os recortes desse dado. O boletim não detectou nenhum alerta de aumento do desmatamento nas nossas unidades de conservação estaduais. Porém, é importante dizer também que o nosso olhar é para além das unidades de conservação. O foco da secretaria em relação ao controle do desmatamento fica muito no sul do estado. Primeiro porque faz fronteira com esses estados e municípios onde o boletim detectou um aumento do desmatamento. Então, isso aí, já gera um estado de atenção.”, disse Piva.
O Amazonas não é um dos principais do ranking na questão do desmatamento, porém, nos últimos anos, tem sofrido pressões e um consequente aumento do desmatamento. Ainda de acordo com o secretário executivo da Sema, a secretaria busca atuar sobre a questão, até mesmo de forma integrada. “É importante dizer que a secretaria desenvolve as políticas públicas de prevenção e controle do desmatamento, e tudo aquilo que é correlacionado a esse tipo de ação. É importante também criar políticas integradas, trabalhar sempre em parcerias e em articulação com uma série de outros órgãos estaduais, federais e municipais, para garantir que o desmatamento não aumente mais do que já tem aumentado no nosso estado”.
Os governos estaduais têm como dados oficiais para acompanhamento, as estatísticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES). Mas os dados SAD, do Imazon, também orientam as ações de monitoramento das secretarias de meio ambiente.